sábado, 2 de novembro de 2013

O PAPEL DA VIDA


Sobre um pedaço de papel
eu alcanço o alto do céu,
um frágil e simples pedaço
me deixa forte como o aço.
Nele, que a água destrói,
é que a vida se constrói;
nele, que o fogo consome,
é que eu deixo o meu nome;
nele, que o vento carrega,
a minha vida se entrega;
nele, que tua mão amassa
é onde minha vida passa;
nele, rejeitado, ao chão,
ponho todo o meu coração.
O papel que você guarda
da carta que lhe agrada
ou o que você joga fora,
é o mesmo em que outrora
fiz um verso sem medida
te chamando para a vida.
    

27 comentários:

  1. O papel da vida encontra-se no e-book Pentágono.

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  2. Fred, uma viagem maravilhosa! Pedaços de papeis carregam uma vida...

    Beijos,

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  3. Limerique

    O poeta não joga palavras ao léu
    Tampouco tudo encobre com véu
    Pega seu pensamento
    Não perde um momento
    Registra tintim por tintim no papel.

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  4. [se olhar pra frente, porém, o lápis só vê novos mundos]

    abç

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  5. Nos papéis, aos pedaços, o prolongamento da vida, sobretudo, o intempestivo.

    Abraços,

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  6. o papel da vida, os papeis na vida, nossas cores, nossos traços! belo retrato!

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  7. E eu, que vim parar aqiu num sábado? Por si só, me fiz poesia rs.

    Gostei dos versos. Me vi em alguns, quis me ver em outros..rs A vida é,né?


    Beijo. vou ficando...

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  8. Sim, Fred, o papel pede sempre algo além, e o poeta não resiste, escreve. É a vida, um instinto que sobrevivência, um querer viver sempre, mesmo se a vida estiver precária.

    =)
    Marcos

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  9. Brilhante cara! Sensacional! Foi uma das melhores coisas que já li por aqui. Demais! Perfeito!

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  10. Sensacional esse poema, Fredv! Amei.

    Beijo

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  11. Limerique

    Papel tem utilidade prá chuchu
    Muito bem explicado pelo Caju
    Imortaliza pensamento
    É até levado pelo vento
    Serve até mesmo prá limpar o cu.

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  12. Compondo, assim, cada página do viver...
    Bonito, Caju!

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  13. Lindo de viver!
    Passar no Sábados de Caju revela-se sempre como uma grata surpresa ;)
    Parabéns querido :*

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  14. este papel vai sendo levado pelo vento...as vezes pelo mar na garrafa...papel cheio de vida é aquele cheio de palavras já meio acinzentadas pelo tempo. Gosto dos teus escritos, guri.

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  15. Ótima obra, Caju!
    Mais uma obra prima no seu espaço rico!
    Grande abraço, sucesso e grato pela visita!

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  16. '... nele, que tua mão amassa
    é onde minha vida passa;
    nele, rejeitado, ao chão,
    ponho todo o meu coração...'

    quem nunca, né? :)

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  17. A gente é papel rabiscado demais
    E a gente rabisca o tecido do corpo
    Rabisca a alma,
    rabisca o peito...

    E no fim quer se reciclar.
    (Ainda bem que temos essa sorte).



    PS: Vamos sintonizar um encontro?
    Grande abraço, Caju!

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  18. E quantos pedaços de papéis não carregam vidas, sentimentos?
    Gostei muito Fred.

    Beijos

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  19. E quem não há de querer despertar para a vida após ler um poema assim?!
    Lindo.

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  20. Papel vivo pra dedéu!

    Aquele abraço, Caju*

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  21. E assim define-se o papel de cada um que também pode se desdobrar em diversos outros papéis.

    Bjos!

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  22. Ah, passei antes do poeta! :-) Comento amanhã...

    Beijos,

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  23. E depois se refaz o escrito? E depois se pode fazer outra vez? Viver é isso. Viver é tanto.

    Saudades daqui.
    Abraços, Caju.

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  24. Como admiro esses caras — poetas — que já encontraram o próprio ritmo... Fred, você é o cara.

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  25. Adorei, adoro quando os poelas expandem para falar do nosso branco: papel.

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Salve, salve, camarada!
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