sábado, 28 de setembro de 2013

Vídeo — MIOPIA

    

sábado, 21 de setembro de 2013

COM ÊNFASE


Se eu fosse sua, apenas sua,
eu seria, ah, como eu seria,
a mais bonita do teu jardim.
Todavia, porém, contudo,
em uma noite, alguma noite,
a escuridão, essa escuridão,
apagar-me-ia do teu desejo.

Se fosse um, e apenas um,

eu não teria, nunca teria,
que gastar o meu perfume.
Mas, entretanto, consoante,
alguma hora, qualquer hora,
as tuas flores, aquelas flores,
murchariam nas minhas mãos.
    

sábado, 14 de setembro de 2013

Depoimento para o 3º TOC140


À toa, fazendo uma busca no meu e-mail, me pintou na tela algumas correspondências de outubro de 2012. Época que concorri ao TOC140 da Fliporto. Como nunca divulguei nada oficialmente, segue meu depoimento e o poema na arte de Felipe Agulha:


Nunca participei de nenhum concurso pela Fliporto. Fiquei sabendo da iniciativa na edição passada, mas o prazo já tinha se encerrado, aí ficou só para esse ano mesmo. Não publiquei livro algum, mas torno público muito do que escrevo. A internet é um bom veículo de circulação, e um bom uso dela potencializa – e muito – o baixo poder de alcance que em geral a poesia tem; por ser um meio rápido e de resposta imediata, pode iludir quem escreve ou inflar sua vaidade, é necessário muito cuidado, e às vezes paciência antes de colocar algo na rede, sempre me previno antes de atualizar o Sábados de Caju. O último livro de grande impacto que li foi o Poemas de Daniel Lima. Gosto de livros na minha estante e gosto deles armazenados no meu computador, nunca os colocaria em dicotomia. João Cabral de Melo Neto, Alberto da Cunha Melo e Paulo Leminski sempre estiveram presentes. O prêmio é legal mas, saber que tenho grandes amigos que acreditam no que faço, vale bem mais.




E já estão abertas as inscrições para este ano: http://fliporto.net/2013/toc140-cronograma-e-regulamento/   
      

sábado, 7 de setembro de 2013

PREDISPOSIÇÃO


Ainda não pude
traduzir revolución
para o meu poema,
mas faço o que posso.
Uso barba
e não me junto
com reaça;
quando sou atacado,
reajo.
Tenho teoria
na ponta da pena,
pedra na palma
da mão
e honro meu cunhão.