sábado, 9 de março de 2013

CONTRADIÇÕES COERENTES


XI


Sei o que perdi:
flores...
Flores do meu jardim.
Das dores
que plantei,
esqueci da paz
das rosas brancas
e dos seus carinhos.

Sei o que ganhei:
dores...
Dores sobre mim.
Das flores
que colhi,
lembrei do sangue
das rosas rubras
e dos seus espinhos.
    

33 comentários:

  1. Contradições coerentes encontra-se, na íntegra, no e-book homônimo, disponível para download no blog.

    ResponderExcluir
  2. das dores, não sei
    sei dá
    dor
    de amor.

    bj, meu poeta da semana toda

    ResponderExcluir
  3. Espinhos escudos. Se desnudo, enrubrece mais a rosa!

    Beijos, Fred

    ResponderExcluir
  4. Infelizmente, Caju, as flores não duram muito...Beijão e ótimo sábado!

    ResponderExcluir
  5. O que é a vida sem contradição?
    Não sei fiquei bem na fita, mas gostei de estar no cronisias.
    Grande abraço,

    ResponderExcluir
  6. das dores
    ora direis:
    flores se fores

    ResponderExcluir
  7. Limerique

    Flores são frágeis nos seus cantinhos
    Temem perigo ao longo do caminho
    Como ao chão estão presas
    Têm então outras defesas
    Que seria da rosa sem seus espinhos?

    ResponderExcluir
  8. Entre a flor
    e o espinho
    aflora o pergaminho

    Aquele abraço, Caju!

    ResponderExcluir
  9. Lembrança
    É gozo jorrado
    Na pele da alma.


    (Cortamos as relações).

    ResponderExcluir
  10. quando perdemos algo, ganhamos sempre uma lição de vida, gostei :)

    ResponderExcluir
  11. Ganhar e perder, faz parte da vida.
    E, em muitas coisas, até acontecem em simultâneo...
    Caro amigo, tem um bom fim de semana.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  12. Gostei muito do teu poema.
    Esquecia-me...

    ResponderExcluir
  13. A dor que é parte da vida
    e do amor
    também se transforma
    em flor.

    Beijo, Fred.

    ResponderExcluir
  14. Você e a dade juntos... ufff...
    Postagem e comentário de luxo!

    ResponderExcluir
  15. Difícil é existir amor sem dor, mas, podemos procurar. Meu abraço.
    Amigo Fred, se souberes verifica por que teu comentário no meu blog ficou ilegível. Obrigado.

    ResponderExcluir
  16. Que belo, Caju! Quando colhemos dores as flores ficam com a beleza e nós com os espinhos. Abraços!

    ResponderExcluir
  17. Belo poema, caro poeta Fred. Entre flores e espinhos a vida nos leva pelos jardins da imaginação... Abraços, poeta.

    ResponderExcluir
  18. Gostei do teu poema, amigo Fred.
    O título do teu blog traz-me a lembrança de um caderno de um antigo jornal gaúcho, o Correio do Povo. Era o Caderno de Sábado, um suplemento literário, composto de poemas, cronicas, contos, resenhas, além de trazer sempre um poema ou cronica de Mario Quintana. Na minha juventude, desde domingo, eu contava os dias, esperando o próximo sábado...
    Ah, gostei muito da charge sobre a expectativa da eleição papal, que tu sugeriste.
    Um abração. Tenhas uma ótima semana.

    ResponderExcluir
  19. Gostei do teu poema, amigo Fred.
    O título do teu blog traz-me a lembrança de um caderno de um antigo jornal gaúcho, o Correio do Povo. Era o Caderno de Sábado, um suplemento literário, composto de poemas, cronicas, contos, resenhas, além de trazer sempre um poema ou cronica de Mario Quintana. Na minha juventude, desde domingo, eu contava os dias, esperando o próximo sábado...
    Ah, gostei muito da charge sobre a expectativa da eleição papal, que tu sugeriste.
    Um abração. Tenhas uma ótima semana.

    ResponderExcluir
  20. Lindo poema , Fred,um relato entre rosas e espinhos que contam uma vida. Paabéns!! Beijos!

    ResponderExcluir
  21. Das flores, das dores, dos amores nada sei.
    Sei dos odores de poesia que aqui se respiram e se gravam na pele.
    Beijinho

    ResponderExcluir
  22. Ah, lindo!...
    De uma dor sutil... coerentemente incoerente...

    Beijos =)

    ResponderExcluir
  23. "As flores de plástico não morrem".
    Mas também não cheiram, não riem, não choram e não doem.

    Bjo!

    ResponderExcluir
  24. Habemus Papam! Mas não é brasileiro! A Igreja teme uma papa brasileiro. Vai que ele entra no Vaticano com um Saravá!

    ResponderExcluir
  25. As flores, as dores e os Amores, sempre têm uma faceta que nos deixa sangrar ou sonhar.
    Um belo Poema.


    Abraços



    SOL


    ResponderExcluir
  26. Caro amigo

    As palavras
    que semeiam o pensar
    são preciosas.
    Delas nascem sentimentos
    que nos tiram do lugar comum
    e nos fazem sentir
    o perfume
    precioso da vida.

    Olha o céu de manhã.
    Vês como brilha iluminado
    por teus sonhos...

    ResponderExcluir
  27. Pois é... a gente ganha dores e também perde coisas valiosas ao longo da vida. Faz parte. Vamos ganhando marcas, não é? Porém, o mais importante é carregar apenas o que há de bom.


    Beijos, meu amigo Caju!

    ResponderExcluir
  28. Que bonita forma de falar de dores com flores; na rima em q (des)cabem amores...

    Bjo

    ResponderExcluir
  29. silenciosa
    ficou a rosa
    no chão despetalada
    que eu com meus dedos tentei a medo
    reconstruir do nada:
    o teu perfume, teus doces pêlos
    a tua pele amada
    tudo desfeito, tudo perdido
    a rosa desfolhada.

    (vinicius)

    ResponderExcluir

Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
escuta o que pensa cada,
podem contar quaisquer fatos;
se a prosa for prolongada:
tem a sessão de Contatos!