sábado, 3 de novembro de 2012

PISO DE MADEIRA


Ela queria a qualquer preço;
ele, só uma bebida.
Enquanto isso na minha mão,
mais uma vida se escrevia.

Ela pensava num recomeço;
ele, em despedida.
Enquanto isso em meu coração,
toda a paixão se desfazia.

Ela evitava qualquer tropeço;
ele, o fim da vida.
Enquanto isso o meu avião
lá nas nuvens se explodia.
   

37 comentários:

  1. Piso de madeira encontra-se no e-book Um Título Pouco Importa, disponível para download no blog.

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  2. Que sensacional seu poema Fred. Fala muito...muito...Abraços!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Limerique

    Enquanto ela pensava num recomeço
    Porquanto isso nunca mais esqueço
    Nossas vidas paralelas
    Por alguma bagatela
    Divergiam para um novo endereço.

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  5. Dicotômicos somos todos, não é?
    É a "bruta flor do querer", de Caetano.
    "E onde voas bem alto, eu sou o chão
    E onde pisas o chão, minha alma salta
    E ganha liberdade na amplidão"
    Ótimos versos! Fazem a gente pensar sobre onde podemos encontrar o meio termo, onde está a equação; porque de inequações as relações estão fartas.
    Um grande abraço e ótimo sábado, amigo!

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  6. Ficou lindo o novo layout!

    sempre bom ler vc amigo!

    Bjos!

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  7. Versos que falam e não respondem...

    Feliz fim de semana.
    Beijo e uma flor, com carinho.

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  8. Interessante a diferença entre as duas figuras relatadas... me fez lembrar a questão dos opostos: homem x mulher, quente x frio, yin x yang... Embora, no seu texto, eu não veja exatamente uma oposição, acho que são mais pontos de vistas diferentes. O homem do seu poema sente a vida de uma forma e a mulher, de outra.

    Beijos!

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  9. Em resumo...
    Mulher: emoção.
    Homem: 'Sacaneação'.


    Bom como sempre, irmão!!


    bjsMeus
    CAtita

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  10. Oi Fred...!! Obrigada pela visita...
    Seu poema é mais uma forma de dizer que bastam querer para dar certo, não importa o quão diferente uma pessoa seja da outra...
    Quanto ao som de meu blog, vou ver o que posso fazer...
    Beijos e bom final de semana.

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  11. Já dei o devido crédito a Vânia no meu blogue e justifiquei a ausência do referido crédito. Obrigado pela colaboração.
    Sigo curtindo a sua poesia, não preciso dizer que você sabe "das coisas"

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  12. opostos que se querem? vidas que seguem paralelas que não se cruzam. Seu poema me pareceu uma bonita canção!

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  13. O velho (e bom) clichê de que os opostos se atraem, tem lá muito de verdade, embora não seja absoluta.

    Eu também o li feito fosse uma canção. E adorei!

    Beijo!

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  14. As diferenças, os desencontros... o silêncio. Abraços

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  15. Gostei Fred. Esse cuidado com as rimas, deu uma sonoridade legal!
    Beijos.

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  16. ela e ele: no talvez do quando,


    abraço

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  17. Pra variar, muito bom.

    Não sei se estou enganado, mas onde o pessoal vê dois, eu vejo três. Os que discordam e o que observa essa discordância...

    um abraço!

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  18. esse título foi foda kkkkkkkkkkkkk

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  19. Ele, ela, nós...É mesmo assim.
    Beijosk, Fred.

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  20. Alguém parece ter sobrado nessa história, ou terá sido pura impressão minha? Bjoo Fred!

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  21. Pois ela queria dele, ser
    Talvez em click, fotografia.
    Guardando a dor do corpo e
    o peso do coração; Em beijos
    de cama em forma de anestesia.


    Fred; Admiro-te!
    Pena não tê-lo encontrado, ainda...

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  22. seu poma, muitos de seus poemas remetem a situações de uma ambiguidade ou ironia que devo dizer as vezes dão um susto bem dado, daqueles que despertam algo

    beijos

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  23. Enquanto isso, a gente se delicia com suas deleitosas poesias!

    Bjo, Caju

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  24. E parece que o adeus está em todos os cantos que eu olho...

    Neste canto aqui, está muito bem escrito e belo.

    Um beijo.

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  25. Fred Caju, saudações mineiras!!!!
    Piso de madeira com teto de vidro!!!
    Curti a renovada no espaço aqui...
    Abraço!!!

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  26. Tantas diferentes pretensões, simultaneamente... a vida.

    Adorei o poema!

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  27. Destaco a forma do poema que traz uma musicalidade admirável!
    Abraços.
    Jefferson

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