sábado, 20 de outubro de 2012

RESPONDA, PAI / ESCUTE, FILHO


— Como pode a vida
não poder ser vivida
e ninguém reclamar?

                                              — Nem sempre há saída:
                                              aceitar a medida,
                                              para depois negar.

— Todos nós, conformados,
aceitamos calados
e por quê não lutar?
                                              
                                              — Não estamos armados,
                                              porém, engatilhados:
                                              prestes a disparar.

— Nós estamos submissos;
por que prestar serviço
a quem vai nos matar?

                                              — Não estamos omissos,
                                              o nosso compromisso,
                                              não iremos largar.
      

39 comentários:

  1. Responda, pai / Escute, filho encontra-se no e-book 15 em 5, disponível para download no blog.

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  2. Parei, li e gostei! Não se renda!

    Beijo carinhoso.

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  3. Bom dia de sábado, Fred
    Que solução fantástica na forma!
    Adorei o diálogo com provocações filosóficas
    tão pertinentes nesse estágio atual da vida, em que parece que uma letargia toma conta de todos.
    Abraços, meu velho!

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  4. Limerique

    As reflexões em geral são aposta
    Responder na lata ninguém gosta
    Se saber precisamos
    Em geral indagamos
    Existe mais pergunta que resposta.

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  5. É isto, camarada!

    [a propósito depois que tu leste o poema "pele" e não te saiu da memória o sinal de Angélica, depois também me pareceu patética a leitura - qual a alternativa? Ora, rapaz, apagar. E o fiz agora]

    forte abraço, irmão.

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  6. balada para los hermanos, o que será que será?



    abraço

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  7. Lindeza de diálogo,Fred!
    Lembrei de meu querido pai ao ler as palavras:"submissão e omissão". Sempre me alertou quantos às duas.
    E eu sigo à risca.

    Um abraço e obrigada por sua visita.

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  8. - o amor lógico do pai que extrai do filho a equação para a vida. desistir jamais. o movimento para frente é que gera a solução.

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  9. Como disse D. Garcia, bela solução gráfica para o diálogo!
    Gosto muito da sua escrita...
    :)

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  10. Companheiro Fred, coloquei o link de seu blog em meu blogspot também.
    Adorei as estrofes que transcrevo, desse seu poema, mas quero informar ao amigo que não estou conformado e, por isso, escrevo, reclamo e protesto. Um abraço,

    "— Todos nós, conformados,
    aceitamos calados
    e por quê não lutar?

    — Não estamos armados,
    porém, engatilhados:
    prestes a disparar.

    — Nós estamos submissos;
    por que prestar serviço
    a quem vai nos matar?"

    Um forte abraço

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  11. Essa sua cajuína em doses nada homeopáticas é coisa que instiga a gente a passar o fim de semana inteiro pensando a respeito. A letargia que já quase impera do lado de cá se sentiu bastante incomodada com a provocação desses seus seus versos, viu?

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  12. Dos ensinamentos, aquele cuja teoria até conhecemos, contudo quase não pomos em prática... Exceto a de seguir vivendo.

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  13. É isso aí, fera!
    Não podemos no resignar diante de uma vida não vivida.

    ___*___

    O seu poema "Lunar", é demais; grande inspiração.
    Abraços!

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  14. ela disse:
    - muito bem vinda sua visita 'lá'
    'cá' eu venho te dizer e apreciar.

    ele respondeu:
    - sabe andar de bicicleta?

    abraço!!!

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  15. Forte poema, diálogo decisivo.

    Abraço, Fred.

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  16. me parece a nação dizendo aos seus filhos para lutarem. transformando ideais nacionais em pessoais.
    um dos melhores que já li aqui, certeza.

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  17. Que bonito isso, não desistir de um compromisso, de uma missão.

    Beijos!

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  18. As escolhas estão ai, nas perguntas e nas respostas, depende do que se acredita, mas que a escolha deve ser feita para se sentir feliz e livre, ou entre um e outro.

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  19. Bem oportuno, o momento pede e minha alma também, inconformada, pergunta, pergunta, pergunta,,,
    Bjos

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  20. Omissão é quase religião. Omissa. Ôoo missa!

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  21. O que não se pode é acostumar....quando se acostuma não há nada a fazer...

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  22. Não se pode ver tudo como natural e aceitável. E armas nem sempre são as que matam. Abraços

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  23. Respostas de quem tem experiência de vida. Podemos ser submissos; omissos nunca.

    Feliz semana!

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  24. Perguntas que apenas
    depois de vivenciado
    podemos responder!

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  25. Bom dia!
    Gostei muito das indagações e respostas.
    A luta continua sempre.
    Grande abraço
    se cuida

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  26. A verdade é mesmo essa, nua e crua: andamos a prestar serviço a quem nos vai matando...
    O poema é brilhante, na forma e no conteúdo.
    Um abraço, caro amigo.

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  27. Não estamos omissos, né? Então ainda há, bem no fim de um túnel qualquer, uma luz indicando saída para isso que nos permitimos tornar?

    Tomara.

    Você escreve assim, lindo!

    Abraços.

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  28. Servir quem nos mata, mesmo que lentamente,é uma punição injusta, mas, infelizmente real.
    Por cá, já estão acelerando esse processo.


    Abraços


    SOL

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  29. Muito bom!
    Excelente construção poética.
    Bj

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  30. é.... não iremos...

    boa semana pra vc! =*

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  31. Nossa, Fred

    Amei.
    A omissão tem que acabar. Já estamos no limiar.

    Um lindo dia para você.

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  32. Formosura de poemas. A vida é inquietante, e tanta gente quieta. É preciso um espanto. É preciso sacudir o povo. Parabéns pelo espaço.

    Abraço saudoso, poeta!

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  33. adorei os haicais!
    bela composição =)

    beijo

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Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
escuta o que pensa cada,
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