sábado, 14 de julho de 2012

RUBRO CÉU NA NOITE SEM FIM


Vejo uma gaivota
pelo céu vermelho,
mas mudo de rota
e entro no espelho.

Lantejoulas coloridas:
meu trabalho se embarga,
coloco sal nas feridas,

um vacilo, nova carga,
flores ficam esquecidas,
a comida fica amarga.

A noite me mata
na mata sem mato;
de mente sensata,
mente-se tal fato.
    

31 comentários:

  1. Rubro Céu na noite sem fim encontra-se no e-book Lâmina de 3 Gumes, disponível para download no blog.

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  2. O Caju vale-se de embrocações profiláxicas e justimentos para obter um máximo de efeito prestimoso que se pode esperar de tal situação. Vestíbulos alumbrados, já antes sustenidos por conta do caotismo, adornam a poética forte criada a partir das pressões méssicas aderentes. É isso aí.

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  3. Noites de "congestões mentais"... Um aglomerado de pensamentos sombrios... Pesado, forte.

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  4. assim é o poeta fingidor!
    e eis o que tanto procuramos na poesia... - lendo ou fazendo.

    beijo

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  5. Olá, amigo Fred!
    O poema é valoroso.
    Tenho predileção pela forma rimada assim.
    A melopeia e a logopeia também são admiráveis.

    Abraços!

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  6. Limerique

    Homenageia Fred um céu rubicundo
    Um poeta ele que não é deste mundo
    Verseja como gente grande
    Nada há que bem não mande
    Traz seu poema um olor profundo.

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  7. Limerique

    Poeta de criativa melopéia
    Tupiniquim mirada européia
    Poemas conclusos
    Avessos, obtusos
    Zangão que domina colméia.

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  8. o espelho e suas reflexões inconvenientes

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  9. Apenas reflexos de incompreensões, né não? ^^

    Beijo carinhoso de sábado!

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  10. mudo: poder ser direção, intenção, e também silêncio


    abraço

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  11. Booom de ler... gosta demais de vir aqui. Bjs.

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  12. Adorei a aliteração do último verso. E realmente, a música do Pink Floyd se encaixa no poema. Obrigada pela sensibilidade da conexão musical!

    Bjos

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  13. do sonho a realidade, num ritmo delicioso
    bjo

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  14. Fred, querido poeta, uma atraente viagem num rubro céu que leva à reflexão das nossas caladas feridas.Parabéns!! Adorei!
    Beijos!

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  15. Fred, obrigada pela visita e comentário no blog, acredita que não pensei no que vc referiu? Pensando bem, faz sentido... Volte mais vezes, não conhecia seu canto.
    Abraço.
    Fernanda.

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  16. ah, sempre doce e expressivo!!

    bjos e ótima semana amigo!

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  17. Seus poemas sempre dão o que pensar.
    Sempre gosto deles.

    Abração!

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  18. Que bela arte, gosto de ler pensar sempre divago abraço poeta.
    (meu blog esta me sacaneando,
    http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=105838 entao aqui esta)

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  19. da janela, bem de lá de fora
    para dentro, bem dentro

    beijinho

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  20. Demais a imagem de lantejoulas coloridas!

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  21. Amei as aliterações! As cores invadindo minha manhã, neste cerrado tocantinense.

    Bjs

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  22. Me faltou o anzol, ferinha!
    Menta mais ai...

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  23. "e entro no espelho"...

    quero um ticket pra essa viagem...

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  24. Boa tarde, se tiver um tempinho visite o blog do grupo de poetas que participo em Belford Roxo RJ, o Gambiarra Profana, e veja um trecho de nossa performance no Teatro Sesc Nova Iguaçu RJ, leia também o texto e se puder dê sua opinião no comentário, sua visita é muito importante pra nós. Desde já agradeço o carinho.
    Link abaixo:

    http://gambiarraprofana.blogspot.com.br/2012/07/malditas-belezas.html

    Arnoldo Pimentel

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  25. Não sei o por que, mas o título desse poema me lembrou algo de E.A.Poe.

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  26. Magnífico poema.
    Caro amigo, tem um bom fim de semana.
    Abraço.

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