sábado, 30 de junho de 2012

LINHA RETA


Sem escolher a direção,
ter duas respostas na boca:
ou é “sim” ou é “não”,
mente vazia, mente oca.

Antes da luta, já perder,
sair sempre vencido;
perder a vida sem morrer,
pois viver é o castigo.

Andar sem qualquer meta,
deixar a vida à sorte,
caminhar em linha reta
esperando a própria morte.

O mundo como uma ilha
pequenina e limitada,
sempre a mesma trilha
na vida já sem nada.

Um caminho sempre reto
com medo de uma esquina;
achar que tudo é correto
e não querer mudar a sina.
    

30 comentários:

  1. Linha reta encontra-se no e-book Pentágono, disponível para download no blog.

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  2. Muito bom ver uma poesia engendrada em quadras.

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  3. Eis a linha reta
    onde viver é um castigo...

    Gosto dos interstícios de sua poesia aparentemente direta.

    Beijo grande, poeta.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Limerique

    Normalmente o poeta
    Não se guia pela seta
    Porquanto seu norte
    Depende da sorte
    Na curva vê uma reta.

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  6. o castigo é viver, tal qual aquele Sísifo e a sua pedra: o labor de cada dia,


    abraço

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  7. Há uma fila indiana enorme, e as pessoas seguem e seguem a inércia.

    Ótimo poema!

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  8. Hunf.... mudar a sina!
    Socorro!
    rs...

    bom final de semana!

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  9. na corda bamba se tirar o pé da linha cai, mas as vezes de repente pode-se voar...ou não :)

    beijos

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  10. odiei o quanto me vi espelhada. correndo, ou não, mas sempre para o nada...

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  11. Deu o recado... agora a bola tá com o leitor...

    Belo poema!

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  12. "não use o traço acostumado",diz Manoel de Barros! linha reta retrai.ótimo, moço!

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  13. Mesmo em linha reta, os caminhos desviam-se...
    Porque a menor distância entre 2 pontos nem sempre é uma linha reta.
    Mas quem disse que nós gostamos do caminho mais curto?
    O que queremos mesmo é curtir em caminhos pouco curtos...
    Tudo isto (pouco) a propósito do teu magnífico poema. Gostei muito, caro amigo.
    Abraço.

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  14. Muito ótimo ( pegamos a reta do destino e tropeçamos na curva do desatino)
    Abraços perpendiculares!

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  15. Às vezes estamos andando há tanto tempo em linha reta que é difícil enxergar outro caminho, que pode estar ainda oculto, mas ainda há de surgir.

    Bjos tortos!

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  16. Resignação! Está aí uma coisa que e dá arrepios...
    Adorei o poema.
    Um beijo

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  17. Olá Fred, belo poema!Parabénsssss!

    O derrotismo antes da luta
    e o viver sem esperança
    é o marasmo que se junta
    ao todo dia sem mudança.

    Beijos!!

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  18. "Pelas retas caminham as leis
    Pelas curvas caminham os sonhos..."
    Elvira Schuatz

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  19. é difícil ter fórmulas para viver...
    bom é saber, ao menos, o que não se deve.
    e, certamente, não olhar para os lados é limitação demais!

    beijo

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  20. Eu quero atalhos, eu quero sempre sair da reta...

    Me falou tanto o poema, Fred!

    Beijos,

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  21. Este poema sacode todas as linhas retas!
    Muito bom.
    Abraço
    Jefferson.

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  22. das linhas rectas eu gosto de sair e caminhar por atalhos...

    tristes os que têm palas nos olhos e limitam-se a seguir em frente, dizem sim quando é não e não quando é sim...

    beijo

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  23. É traçar a vida sem réguas...

    um abraço

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  24. Poema belo, conteudo dolorido. E clariceando lembro: viver dói...
    e quem disse que não doía?

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