sábado, 16 de junho de 2012

CADÊ O POEMA QUE ESCREVI?


Escrever não traz mulher,
tão pouco promiscuidade;
com carinho e com capricho,
escrevi mais um poema
para alguém jogar no lixo.

Jamais minta que me leu,
saberei se for verdade;
será melhor que me deixe:
escrevi mais um poema
pra ser embrulho de peixe.

Escrever não traz dinheiro,
tão pouco felicidade;
dessa vida vagabunda,
escrevi mais um poema
para alguém limpar a bunda.

Jamais prometa me ler
se não tiveres vontade;
e nesse queira-ou-não-queira,
escrevi mais um poema
pra ser coberto de poeira.

Escrever não traz prestígio,
tão pouco eternidade;
ó, traças do esquecimento,
escrevi mais um poema
para servir de alimento.
    

34 comentários:

  1. Cadê o poema que escrevi? encontra-se na sessão INDESCULPAVELMENTE SUJO do e-book Os Teimosos e a Poesia do Contra (em co-autoria com D.Everson, Marcone Santos e Ane Montarroyos), disponível para download no blog.

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  2. Fred, talvez não traga felicidade escrever o poema, talvez vá servir para embrulhar peixe, onde irá parar o poema que escrevemos...? Sei lá, mas a verdade é que é preciso sempre escrevê-lo quando ele se agita lá dentro. Apaziguar, isso ele faz.
    Beijos e bom sábado e domingo!
    P.S. Consegui chegar no sábado, que sempre comento dois, três dias depois...rs

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  3. as traças do esquecimento se fartam de nós, um dia elas regurgitam



    abraço

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  4. Tiro pela culatra
    Em forma de poema
    A ninguém causa dor:
    Agrada ao leitor
    E o poeta não mata

    .

    Muito bom!
    Abs.!

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  5. Verdade profunda
    Pegaram o poema do Fred
    E limparam a bunda.

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  6. Amigo Fred, como compreendo o grito do poeta, que no momento orgástico em que o poema está jorrando, esquece do mundo e por consequência, esquece de que talvez nosso poema não sirva nada e passe despercebido, assim como passam as coisas sem importância...Mas seja como for, nosso poema é necessário...
    Um abraço. Tenhas um ótimo sábado.

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  7. Hahahahahahahahahaha...

    Adorei!... Dos últimos é o meu favorito... nesse sábado ;)

    Beijos =)

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  8. Limerique

    Fantástico poeta, Fred Caju
    Grandes obras como fosse de Itu
    Um dia, ninguém viu
    Seu poema sumiu
    Usaram aquela obra prá limpar o cu.

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  9. alimento de quem escreve!sorte de quem lê!

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  10. O grande trabalho
    Poema que Fred fez
    Foi pro caralho.

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  11. Os poemas rolam por pedras, papéis, olhos, caminhos...
    Uma beleza!
    Abraços.

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  12. Veneno pra essa nossa monotonia de cada dia.

    Lindo, Caju!

    Um cheiro.

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  13. Todo mundo gosta
    Do poema do Caju
    Que virou bosta

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  14. já fizeram isso com o que eu tinha de mais bonito.

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  15. Eu vi um louco, saltar de dentro desse poema. Ele saiu correndo-correndo, atrás de não sei o quê...

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. e com muito carinho e esmero mais um poema caiu no esquecimento...

    nossa que lindo, cada vez mais é maravilhoso ler as belas rimas

    beijos

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  18. Escrever não traz mulher.Escrever não traz dinheiro. Escrever não traz prestígio...

    #É, acho que estamos fodidos.

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  19. escrever nada traz, tudo leva

    [um destes dias alguém gabava aquilo que eu escrevia, ripostei, alguma vez leste alguma coisa minha?, depois da sua resposta percebi que perdia assim um futuro leitor, nunca tinha lido e de certeza que não lerá... ó bando de puxa-saco]

    escrever pode não trazer nada, é verdade mas continuamos a escrever...

    beijo

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  20. escrever me trouxe uma asa q me faz voar meio torto.
    parabéns bela beleza do blog.

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  21. Acabei de ler seu belo poema!Gostei muito!

    P.S.: Sabes dizer se o que falo é verdade ou mentira?
    (rsrsr)

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  22. O tão bem nos alimenta, meu caro.

    Como sempre, fabuloso!

    Aquele abraço!

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  23. .. e nessa vontade de queira-ou-não-queira, vim!

    gosto do som das tuas palavras quando leio.

    um beijo.

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  24. Esse foi fodástico! E que se dane o mundo, eu não me chamo Raimundo, o alimento é meu e o poema é ateu.
    Ai!!!! Viajei nesse poema, Fred.
    Bj, bj, bj

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  25. Poema nunca é lixo.
    É sempre um alento que acalenta e alimenta o coração tanto de quem escreve tanto de quem lê. E se ninguém ler, sorte do peixe que for por ele enrolado.

    Bjos!

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  26. Oi, Ednaldo!

    O Nina & Suas Letras em parceria com a Editora Arqueiro está sorteando um exemplar do livro “A linguagem das flores”, da escritora Vanessa Diffenbaugh.

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    DIVULGUE PARA OS AMIGOS LEITORES!

    Um abraço,
    Nina

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  27. Escrever causa dor para o poeta e para que ler.
    E quando virar papel de enrolar peixe, já tem passado por tantas mãos
    que no mínimo dez pessoas lhe conheceu. Com certeza vão ter o maior prazer em dizer espalhar para muita gente que conheceu um poeta versejador.
    Beijos!

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  28. de alimento à alma não há melhor! um poema cura. abraços

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  29. Belo poema que não escreveu! Abraços.

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  30. essa sensação deve ser, quiçá, a nossa maior força.
    escrever, escrever sempre! apesar de!

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  31. Fred,o importante é o seu escrever,quem vai ou não ler deixa de ser importante,pois sua poesia é um registro para muitos.O poeta sempre nos dá como presente sua escrita, a qual passa a nos pertencer no minuto em que terminanos a leitura.Seus poemas são reflexos das almas....Continue a escrever para nós que o lemos.Um grande abraço!

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  32. Fred, fortes palavras... escrever para se ter certeza que se está vivo!
    abraço

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