sábado, 7 de abril de 2012

O SOL QUE VEM DO POENTE (excerto)


O sol aparenta temer
esse encontro com os olhos
do destemido sonhador,
que não evita conflitos.

O céu fica nublado,
sopra, então, o vento:
uma nuvem protege
o sol por um momento;
um instante de paz:
trégua no firmamento.

A nuvem segue seu caminho,
outra vez o sol lutará
contra o olhar do sonhador,
que se liberta de seus medos.

Em nenhum dos seus sonhos,
ele nunca pensara
em desarmar o sol
com honra: cara a cara;
mas o tempo alerta:
essa luta não para.

A manhã não estava quente,
porém, tudo estava claro:
o sol não bate em retirada
até que a noite lhe devore.

A luz solar e simples,
bendita e cruel
mostrava seu reinado;
suserano do céu,
o sol marca seus súditos
como tinta no papel.
     

27 comentários:

  1. O sol que vem do poente encontra-se completo no e-book homônimo, disponível para download no blog.

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  2. ser súdito para desarmar o astro rei com poesia.
    belo e fluido.

    abraço, fred.

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  3. Sonhos que enfrentam desafios e senhores.

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  4. Ler isto nas primeiras horas do dia,
    estimula os olhos a venerar o sol
    e sua tregua, pra chegar a calada
    noite fria (que tudo fala).

    Belo poema.

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  5. A luta sentida
    Entre o sol e escuridão
    Dá-nos a vida.

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  6. Não existe anominato diante da luz e da escrita ( poesia).

    Belo poema!

    Abraços,

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  7. Pra iluminar o feriado: sol e poesia solar,


    Bjkas

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  8. Here comes the sun...

    Bonito, viu?

    Bjos!

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  9. o sol marca na pele com alvíssaras de luz,


    abraço

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  10. deixa o sol te ver
    deixa o sol te ver

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  11. Bonito. Sim, o sol é uma tinta brilhante.
    Beijo, Fred.

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  12. Esse blog sempre me dá água na boca rsrss
    Mas, falando de poesia, ela me lembra algo, momentos que não voltam mais. Estou nesse caminho agora... de ficar cara a cara com o sol, entre outras tantas coisas, que podem queimar-me bem mais.

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  13. Belíssimo o visual do seu blog. Adoro caju: o cheiro, sabor, a forma... E ele me dá o suco preferido.

    Feito caju, linda, vermelha e forte, vem a tua poesia.
    Bendito seja o sol, astro-rei, nas palavras do poeta.

    Boa noite!

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  14. um expressionismo de quadros, ao mesmo tempo em q uma sequência tipicamente cinematográfica...
    unidos os dois: tua poesia sempre [desde a primeira vez q cheguei aqui] tão bela!

    abraço

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  15. Obrigada por esclarecer aquilo da "Porrada " :))
    "O sol marca na pele" ...e como!
    Beijo de luz

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  16. até que a noite o devore, ao som de bob dylan!
    ah que lindo.

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  17. Grande Fred Caju,

    Encantado fiquei com teu blog e seus poemas. É a primeira vez que venho aqui e voltarei sempre. Tudo em seu blog é encantador. As frutas, os versos. Parabéns. Gostaria que me desses a alegria de tua presença em http://emaranhadorufiniano.blogspot.com
    Seus comentários me deixariam muito feliz. Já lhe sigo com um imenso prazer.

    Grande abraço!!!

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  18. o clima aqui é sempre acolhedor...gosto mto :)

    bjos no coração!

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  19. "Here cames the sun"... passou por aqui também!

    Abraço,

    Araceli Sobreira

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  20. Fred, a ideia do Castanha Mecânica é excelente, mas não consegui comentar, falta-me uma senha que não sei qual é...
    De qq modo, parabéns pela iniciativa.
    Beijo pra você.

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  21. Poema perfeito fiquei muito encantada com seu blog
    parabéns!

    'o sol não bate em retirada
    até que a noite lhe devore'.

    http://alguemparaconversa.blogspot.com.br/

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  22. Oii querido. Vim conhecer seu blog :)
    Gostei do poema, estou te seguindo!
    Vou entrar lá no site que você pediu.
    Tenha um ótimo dia.
    Beijos

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  23. Óh sol, não tema ao olhar do sonhador. A sua luz só irá fortalecê-lo e enchê-lo ainda mais de luz! As nuvens podem escondê-lo, mas elas passam ou se desmancham. Seus raios podem ficar ofuscados, mas nunca apagados.

    Bjos, Fred!

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  24. Belo!
    A última estrofe... que delícia!...
    Gostei muito da metáfora comparativa ;)

    Beijos =)

    ... Fiquei curiosa... vou conhecer a Castanha!...

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  25. Teus poemas sempre formam uma tela pincelada a medida que passamos os olhos em seus versos.

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Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
escuta o que pensa cada,
podem contar quaisquer fatos;
se a prosa for prolongada:
tem a sessão de Contatos!