sábado, 21 de abril de 2012

LEVITAÇÃO


A poesia ecoa na sala dos surdos.
Será a contracultura?
Um antipoeta?
A carteira limpa da sujeira do dinheiro,
a honra imaculada,
a alma mendigando leitores,
a vida correndo sem o menor sentido.
Enquanto o asfalto cheira a sangue,
o poema jaz no papel.
      

29 comentários:

  1. Levitação encontra-se no e-book Um Título Pouco Importa, disponível para download no blog.

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  2. Tá aí, Fred. Disse tudo.
    "a alma mendigando leitores".
    Falou alto aqui!
    Bj

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  3. no papel
    jaz
    o poema
    até que chegue um leitor e
    zás!


    Abs.!

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  4. Agora admito
    Quando leio tua poesia
    Sempre levito.

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  5. Gosto daqui. Não consegui entender direito o áudio do vídeo, mas gostei "a poesia não tem um porquê". E, como vc disse, que toda poesia seja livre! Livre dos porquês. Livre para ser o que é, apenas. Bjs.

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  6. sim, é exatamente sobre aquilo que eu queria dizer no meu post. a desumanidade das humanas. passamos a vida criando teóricas, mas nunca colocamos os pés na rua. o problema é que abstrair e ficar em torno das palavras não tem me bastado e entrar em uma sala de aula, na qual todos ali estão invisíveis pra sociedade padrão, me deixa louca.
    mesmo que acreditemos que com o nosso discurso podemos mudar o mundo, eu ando muito descrente.
    bom sábado de cajuína pra você!

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  7. "somente quem tiver o caos dentro de si, poderá dar luz a grande estrela bailarina"



    abraço

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  8. concluo que: quem é privado de algum sentido, é o que mais profundamente sente a arte,


    bjkas

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  9. Bonito e tocante demais, meu caro amigo!

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  10. eu acredito na ressurreição dos versos =)

    beijos

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  11. Boa tarde!
    A palavra de repente corre solta,como se quisesse escapar da própria sorte.
    Grande abraço
    se cuida

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  12. para os bons [e maus], a poesia humaniza.

    muito bom, Caju!

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  13. enquanto os homens fedem, a poesia perfuma. gostei da contradição

    beijos

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  14. no final o que salva é a poesia

    beijo

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  15. jazia no papel, agora mora vivíssimno em mim!

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  16. Teu blog é dez, seus poemas são demais! Curti muitooo... to seguindooo!!!!! :*

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  17. Pode ser um vazio, mas há eco nele...

    Obrigada pela visita, enquanto precisei ficar afastada...
    Abraços,

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  18. melhor um poema que jaz no papel - foi escrito.
    do que um sentimento que jaz no homem - morte matada.

    adorei a imagem de poemas ecoando em salas de surdos.
    dá o que pensar! rs.

    beijos

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  19. os surdos emudecem
    e o poema jaz no papel

    os que ouvem compartilham
    e a poesia se espalha por aí
    e tudo jazz, tudo jazz!

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  20. O salvamento perfurmado da poesia.

    Beijos!

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  21. mil gracias dulce y sensible poeta por regalarnos la belleza de tus versos, besinos

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  22. E ainda bem que o poema ainda sim jaz no papel..
    =)

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  23. Bela brincadeira com a vida, a morte e as (im)permanências.

    Gosto muito de te ler.

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  24. No papel coberto de palavras decompostas em espinhos,
    Gostei muito da acidez do seu poema. Corrosivo como a terra.
    Beijoss
    BF

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  25. A poesia ecoa na sala dos surdos... ecoa... sublime.

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  26. e sempre jaz meu caro!! sai dos dedos e muitas vezes não da cabeça.. muito mais necessidade que amor... muita mais sofrimento do que dor....

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  27. quantas palavras fortes. e duras, como asfalto - com sangue.

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