sábado, 26 de novembro de 2011

MÃO INVÁLIDA

A magra mão se estendia,
uma mão que já não lavra
e que apenas se rendia
sem dizer uma palavra.

Uma mão com fome,
uma mão perdida,
uma mão sem nome

de um qualquer sem vida
que nada consome,
apenas mendiga.

Uma mão de alguém sozinho
que pode se revoltar,
pois não sabe dar carinho,
porém, sabe executar.
    

36 comentários:

  1. Mão inválida encontra-se no e-book Lâmina de 3 Gumes, em breve, disponível para download no blog.

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  2. Parte culpa de nós mesmos que não estendemos nossa mão a esta mão!

    Belo poema, cajuíno poeta!

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  3. belo belo
    muito bom começar as férias nesse tom
    abraço

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  4. Essa mão demais
    Diligente, focada
    Fazendo hai kais.

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  5. Uma mão que toca o vazio...

    Um final de semana lindo,


    Bjkas

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  6. as mãos contam história de encontros, uma mão, no teupoema das diversas simbologias das mãos - mas a principal aqui exposta dar e receber e o quando não damos e não permitimos receber. O mendigo sabe pedir e aceitar...que viagem.

    Beijo

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  7. Verdade verdadeira!

    Afinal, as mãos só conseguem doar o que tem...

    Abraço, e tenha um excelente final de semana.

    Cid@

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  8. Tantas mãos e tantas mães nesta situação...
    Gosto muito de seus poemas-denúncia, Fred.

    :)

    Um bom sábado!

    Bjs

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  9. Uma mão inválida e anônima em sua revolta... É resignação que vejo nos olhos dessa mão?

    Excelente escrito, Caju!!! Parabéns!

    Beijos,

    Nel

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  10. grandes verdades ditas nessa música, mesmo a calhar :)
    gostei do poema :)
    beijos*

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  11. A mão personificada... com todos os sentimentos que a vida alimenta...

    Adoro seus poemas-críticos-realísticos!...

    Que venham os sábados!!!

    Beijos =)

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  12. é nisso que o Lula canta que essa história termina
    ---------------

    Cano no cabeça

    Pai de família , cumpridor do seu dever
    Atravessando rua escura, prá passar antes na padaria
    E não chegar no seu barraco de mão abanando,
    A patroa esperando, a geladeira vazia
    Após um dia fuderoso de calor humilhante
    Após um ônibus saindo gente peloladrão
    Coincidência ou não, ele avistou o moleque
    Vindo em sua direção
    Ele lembrou que era um sobrinho da vizinha
    Mas ali naquela hora ninguém tinha mais certeza
    Tudo rápido, como num pesadelo,
    O que dizer , o que pensar
    Quando o moleque gritou:
    Passa o relógio
    E o cano na cabeça
    Cano na cabeça

    Coincidência ou não, era o primeiro dia do moleque
    Tava nervoso, tava trêmulo, mas tava ali
    Uma criança na ponta de uma pistola
    Uma maneira diferente de pedir esmola
    O dedo teve medo , o coração disparou
    A bala atravessou o pensamento do coitado
    O moleque se mandou, o pão caiu no chão
    Por um relógio que custou cinco reais
    Agora ali jaz um ex-cidadão

    Coincidência ou não, um viralata que assistiu a tudo
    Virou de lado e bocejou de sono
    Ele já tava acostumado com o mundo cão

    Cano na cabeça
    O cano na sua cabeça

    Eu quero uma palavra prá te distrair
    Um analgésico prá te aliviar, um palavrão
    Prá te puxar pelos cabelos
    Um despertador prá avisar
    Que o tempo tá correndo)


    Composição: Lula Queiroga

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  13. a mecânica dos sentidos falhos,


    abraço

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  14. Essa mão está faminta de muita coisa e um tanto rebelde... Pudera, está sozinha...

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  15. E parte da culpa é de outras mãos !

    :)
    beijos

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  16. E executar é o oposto do motivo que nos mantém aqui, no entanto parece, pra algumas pessoas, o caminho, o fluxo natural.

    Que pena...

    Gostei.

    =*

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  17. Vou pensar que por conta destas mãos inválidas,
    falasse-me que certos olhares é quase um tocar.
    As mãos nem sempre alcançam o mesmo que os olhos.

    Bom final de semana.

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  18. Belo, sentido poema!

    "pois não sabe dar carinho" - pois não houve quem ensinasse...

    Valeu!

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  19. Uma mão, que nos faz pensar em quantas mais...
    tbém gostei desses cajus.
    abço

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  20. Uma mão, às vezes, precisa de outra para lavar a si mesma.

    Ótimo poema, meu caro! Repleto de entrelinhas político-poéticas.

    Forte Abraço!

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  21. E o ruim desta situação é que muitos optam por ela!

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  22. Triste e realista, Caju. Um beijo pra você, amigo!

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  23. Perfeito, Fred!!!!
    Perfeito!!!!

    Adoro esse cheiro bom de caju que tem por aqui!!!

    Bjo!

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  24. Magnífico poema.
    Gostei imenso.
    Um abraço, caro amigo Fred.

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  25. As minhas mãos, palmas, palmas. Salve, camarada!

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  26. Uma mão que encontra apenas o vazio.

    Abraço.

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  27. E X A T A M E N T E ! Cortei as raizes de algo que não (nunca) fazia sentido. Desprender-se, alar-se. É isso aí mesmo. O Sr tem twitter? Me segue lá @hellomoraes

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  28. Adorei. Você descreve muito bem a realidade de pobreza, humilhação. Depois as pessoas perguntam porque é que existe violência, intolerância... é muito triste.

    http://biacentrismo.blogspot.com

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  29. Adorei também o seu trabalho!!!Estarei sempre por aqui, vendo as novidades e prestigiando suas pérolas. Abçs!

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Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
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