sábado, 29 de outubro de 2011

TÃO CEDO

Nunca teve muita alternativa,
ela tivera que ser agressiva.

Voava, mesmo sem ser uma ave,
pois a vida nunca fora suave.

Lurdes ficou órfã muito cedo,
a moça foi adotada pelo medo.

A sua mãe foi a prostituição,
que lhe garantiu alimentação.

A moça sempre estava sozinha,
ninguém quis ajudar Lurdinha.

Nunca teve amparo ou refúgio,
as drogas eram o subterfúgio.

Não queria ser mais oprimida,
quis dar um novo rumo à vida.

Pensou que era muito esperta,
mas, não fez a escolha certa.

Lurdes foi cumprir seu carma,
dessa vez, trazendo uma arma.

Ocorreu uma falha no assalto,
o corpo jovem jaz no asfalto.
    

12 comentários:

  1. Tão cedo encontra-se no e-book Monopólio da Solidão, disponível para download aqui mesmo no blog.

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  2. Amigo Caju, muito bom o teu poema-crônica realista.
    Um abração.
    Tenhas um ótimo fim de semana.

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  3. Lurdes, Maria,Lúcia, Rita, Cristina...quantas??????

    Beijos,

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  4. Realidade tão crua, nua e ignorada...

    Gosto de lê-lo (:

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  5. Tão cedo, tão antigo, tão injusto, tão real.

    O enfoque social de teus textos cala fundo.

    Abraço.

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  6. tão humano e tão dentro de cada um de nós.

    abraço!!

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  7. Talvez tenha sido uma Lurdinha, igual à de Tenório Cavalcante,que tombara a Lurdinha.

    Triste fim!

    Abraços

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. você sempre dá seu jeito pra mostrar o que ninguém olha.O que a maioria ignora ou acha feio você faz ficar bonitamente notável!

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  10. Fred, Lurdes é um poco de cada m de nós né?

    beijo

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Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
escuta o que pensa cada,
podem contar quaisquer fatos;
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tem a sessão de Contatos!