sábado, 8 de outubro de 2011

ÓRFÃOS DA METRÓPOLE

Sem pais, sem mães, sem amigos,
sem nenhuma perspectiva;
nem são joios, nem são trigos
(não lhes é dada alternativa).

Homens esquecidos,
marginalizados,
pobres e vencidos;

homens rejeitados
e sempre feridos,
sós, abandonados.

Almas metropolitanas
de gênesis duvidosa,
da geração suburbana
dessa gente silenciosa.
   

27 comentários:

  1. Órfãos da metrópole encontra-se no e-book Lâmina de 3 Gumes, em breve, disponível para download no blog.

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  2. Essa questão de não se ter alternativa, me dá muita tristeza.

    Beijo!

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  3. de filhotes de homem até anciões calejados pelo tempo, as diferentes matizes do mesmo abandono.

    muito massa, Fred!

    abraço.

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  4. Num mundo cada vez com menos distâncias, nunca estivemos tão solitários!

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  5. (triste) fato contínuo.

    Continuo
    Continuo
    Muitos não
    ali
    do lado
    atrás
    esperando
    a roleta parar.

    (Onde irá parar?)

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  6. Muito bem seu moço!

    Patrícia.

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  7. Nem por tal, menos capacitados. Entretanto, são marginalizados.
    Beijos,

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  8. Fred, obrigada pela visita e pelo carinho.

    Tenha um lindo e feliz domingo.

    PAZ & BEM!

    Cid@

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  9. Lindo e verdadeiro, Fred. Beijo e bom domingo!

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  10. Para os órfãos da metrópole, pior do que viver às margens da sociedade, é ter que sobreviver com a sina de não serem vistos, como se não fossem pessoas mas espectros... Triste demais!

    Parabéns pela postagem!

    Beijos!

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  11. Boa noite!
    São os pequeninos que sofrem nas ruas com suas roupas maltrapilhas, verdadeiros farrapos humanos a mercê das drogas, bebidas e violência de seus corpos, pobres pequeninos irmãozinhos das ruas...
    Venho aqui em nome do Clube dos Novos Autores agradecer a visita e o comentário seja bem vindo!
    Belo texto!
    Amandio Sales http://clubnovosautores.blogspot.com
    Abração.

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  12. Que poema forte.
    Para quê falar da infância dourada, se existem tantos órfãos que não sabem sequer o que é infância? Beijos

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  13. Grande Fred, admiro suas obras sociais, sempre marcantes.
    Grande abraço e sucesso!

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  14. eu mudo, tudo muda... mas aqui tá sempre bom!

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  15. como sempre a realidade sempre presente aqui em cada palavra...


    Beijos

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  16. Muito bonito, Fred. Gosto de sua poesia.
    Um abraço.

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  17. "da geração suburbana
    dessa gente silenciosa."

    Gostei bastante desse texto, em especial dessa última frase. Acho que resume bem a falta de perspectiva de boa parte dessa geração.

    Se quiser de uma lida nos meus textos e deixe sua opinião.

    http://mirtesrodrigues.blogspot.com/

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Salve, salve, camarada!
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