sábado, 6 de agosto de 2011

O HONRADO

Ele sempre colocou sua honra acima de todos,
sempre teve que provar que era alguém capaz.
Vivia a sua vida como se não fosse para ele,
na verdade ninguém se importava com o rapaz.
Ninguém sabia ao certo porque ele era assim,
por quê ele fazia de sua honra o seu cartaz?
Por não ter nada que servisse como oferenda,
tinha que mostrar o seu valor cada vez mais.
Mas em uma terra onde ter honra não importa,
esse pobre coitado é apenas mais um capataz.
O rapaz optou a solidão a trair a sua honra,
manteve o discurso fiel sem olhar para trás.
Lutou a sua batalha com pouquíssimos amigos,
uma luta de sua honra contra valores banais.
Ficou enjoado de ser só e decidiu descansar,
resolveu morrer na cozinha utilizando o gás.
Hoje existe uma lápide que nunca é visitada,
onde um pobre homem solitário e honrado jaz.
Agora a alma desse homem habita outro mundo,
onde ele vive com sua mais que merecida paz.
     

22 comentários:

  1. O honrado encontra-se no e-book Monopólio da Solidão, disponível para download aqui mesmo no blog.

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  2. Sua honra o fez terrivelmente só, porque o mundo deixou isso de lado,

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  3. Enfim, paz!

    Muito bom, como sempre!

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  4. Feliz aniversário, lindão!

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  5. Ele não tinha par neste mundo ;)

    Desfecho mágico... sempre!


    Beijos =)

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  6. Anda sendo a solidão a sina dos honrados. Mas há quem chame de paz.

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  7. Paz...
    parece-me uma palavra tão distante
    algo que dure, assim, só um instante...

    ótimo teu poema.

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  8. Bom dia!!
    Honra e paz é o que move o ser humano.... sem isso, jaz em lápides vivas...
    Abraço!!

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  9. Em sua solidão descobriu, o que nesse país já se viu: que em um mundo sem honra, os adeptos á ela são ridicularizados.
    belezura Caju!!

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  10. E esse precisou encontrar a Paz no bico do gás...

    Peninha!...:(

    PAZ & LUZ, pra você, amigo!

    Tenha uma linda e feliz semana.

    Abraço,

    Cid@

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  11. a solidão é a sina dos honrados ( será?! )

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  12. Fred

    Acabei de passar no blog de um poeta que encerrou sua jornada terrena...

    O teu texto ficou maravilhoso, embora a história seja triste...

    Beijos

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  13. Uma honra solitária.
    Uma paz solitária.

    Muito bom Fred.

    Beijos!

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  14. Oi, Fred!

    Esse poema me fez "lembrar" de uma frase que nas minhas palavras diz o seguinte: se um homem não tem pelo que morrer, não tem razão para viver.

    Se o google não estiver errado, a verdadeira é do Martin Luther King rs

    Brigada pelo comentário...
    To sumida dos blogs, inclusive do meu.
    Bom te ver por lá .

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  15. Não consegui não ficar triste lendo.

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