sábado, 25 de junho de 2011

INVISÍVEIS

Eles são anônimos e invisíveis,
para muitos, não são nem gente:
são apenas bichos desprezíveis,
sempre insistindo em sobreviver
nas piores condições possíveis.

Eles nascem e morrem na cidade,
mas ninguém percebe suas vidas;
Eles só são vistos na sociedade
quando a miséria manda no jogo,
e eles entram na criminalidade.

A invisibilidade faz a solidão,
silenciando os gritos de pranto
entre a hipocrisia da multidão;
os corpos solitários se abrigam
na fome, drogas e prostituição.

Não há escolha, terão que viver
sob a mira da solidão profunda;
mas, quem vive não quer perder,
e eles, um dia, serão visíveis,
pois é melhor matar que morrer.
   

11 comentários:

  1. Invisíveis encontra-se no e-book Monopólio da Solidão, disponível para download aqui mesmo no blog.

    ResponderExcluir
  2. Nossa..
    que profunda veracidade.
    parabéns Fred.

    ResponderExcluir
  3. Eles invisíveis,
    nós insensíveis.

    ResponderExcluir
  4. visível aos olhos do medo e da indiferença!

    ResponderExcluir
  5. assim caminha a desumanidade... licença poética, vá!

    abração, caro caju!

    ResponderExcluir
  6. Fred

    Tão triste e tão verdadeiro. O que fizemos do mundo?

    Um abraço

    ResponderExcluir
  7. este teu poema reforça a minha teoria sobre a invisibilidade geral e social,


    abraço

    ResponderExcluir
  8. Caju, meu poeta, até quando essa cegueira seletiva? Lástima!
    Bj grande e um começo de semana bem bacana

    ResponderExcluir
  9. E eu vendo o cangaço. Lendo você e pensando no Jararaca.

    ResponderExcluir
  10. lindo não. feio. mas excelente. beijinhos.

    ResponderExcluir

Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
escuta o que pensa cada,
podem contar quaisquer fatos;
se a prosa for prolongada:
tem a sessão de Contatos!