sábado, 26 de março de 2011

DO VERDE AO CONCRETO

Antes era uma casa em meio às árvores,
agora é uma árvore em meio às casas.

Antes o mais concreto era um casarão,
hoje o mais verde é um campo de futebol.

Antigamente eu roubava as frutas,
hoje as compro em um supermercado.

Tempos atrás eu subia no topo das árvores,
hoje, só subo em prédio e pelo elevador.
    

41 comentários:

  1. Do verde ao concreto encontra-se no e-book Pentágono, disponível para download aqui mesmo no blog.

    ResponderExcluir
  2. "É um terror
    As crianças de hoje em dia
    Jogam "bola de gude" no tapete
    E soltam pipa no ventilador".

    Abraços.

    ResponderExcluir
  3. Nem me fale, que eu não vou me conformar nunca. Eu e os meus quintais, que me acompanham hoje só na lembrança. Eu e a fruta tirada no pé, eu e a roça onde me perdia nas brincadeiras de guerra de mamoma...enfim, só de te ler fico triste: uma árvore perdoida entre casas...Desoladora cena.
    Beijos,

    ResponderExcluir
  4. Caju, poeta amigo,

    Mundo moderninho. Consumo, consumo. Preço alto esse!
    Bjs, meu querido e semana boa

    ResponderExcluir
  5. que infancia terà nossos filhos? que frutas comerao? o que de natural terao? triste que a humanidade nunca pensa no amanha.....

    ResponderExcluir
  6. O verde ilhado. Rapaz, os dois primeiros versos (grande sacada!) dizem tudo!

    Abração.

    ResponderExcluir
  7. lá de cima da árvore
    [outrora] só quebrávamos o braço
    se caíssemos agora do prédio
    se pularmos não sobra nem osso
    nem pele: só o mingau.

    Forte abraço, camarada!

    ResponderExcluir
  8. Que saudade do que quase não vivi! E quanto mais tecnologia mais regressão moral...

    ResponderExcluir
  9. E que venha um disco voador me levar para outro lugar mais bonito...

    ;-)

    ResponderExcluir
  10. Bem verdadeiros esses contrastes.... é a evolução da vida....
    Beijos querido.

    ResponderExcluir
  11. Bons tempos aqueles!!!

    Adorei seu poema, querido. Vc, como sempre, com esse olhar crítico... adoro isso na sua poesia.

    Beijos :)

    ResponderExcluir
  12. difícil não gostar do que escreve porque você pôr a realidade no,seu lugar e transformá-la de uma forma que não choque muito ao lê-la...

    muitosss beijosss ate mais

    ResponderExcluir
  13. putz é verdade - que evolução, não?

    beijo

    ResponderExcluir
  14. Seguir no tempo tem dessas coisas - novos formatos, novas cores...
    e nisso assim o que mais dói é permanecer na travessia, com meus dois velhos olhos, sem deixar a estrada do ontem, sem adentrar a que desemboca no agora.

    A modernidade não é nova, porque o homem é velho consigo. Ademais, a contradição é inerente ao ser humano. Pensemos: se não houvesse complicação, o que seria da literatura? Da poesia?

    Não sei disso as medidas nem as saídas... acho que gosto do meu computador, e não deixo de pensar nas deliciosas mangas que amadureciam no pé. Sou parafuso.

    Fred, sempre a palavra e seus conflitos, que bom lê-lo.

    Aqui, tentando retornos.

    Abraço.
    Ricardo

    ResponderExcluir
  15. antes eu subia em pé de goiaba
    agora eu subo em pé de coentro.

    beijo, meu bom caju!

    ResponderExcluir
  16. é a Pós-modernidade, seja lá que porra isso!

    ResponderExcluir
  17. Verdade dolorida essa. Sinto pelos que virão.Grande beijo meu amigo, poeta.

    ResponderExcluir
  18. As mudanças são sempre assustadoras... adorei seu espaço.

    beijos

    ResponderExcluir
  19. Olá meu caro, seu poema retrata a realidade do avanço tecnológico e da perda de originalidade e simplicidade na vida... Coisas de ser humano. Grata por sua simpática visita e comentário. Um abraço.

    ResponderExcluir
  20. Oi tudo bem!
    Entrei em seu blogue e gostei de tudo que nele encontrei e li!
    Vou ser seu seguidor, seja meu tabém la nos meus blogues. click no meu perfil e encontrará todos os meus blogues.

    transpondo-barreiras.blogspot.com

    Um abração.

    ResponderExcluir
  21. Não podia ser mais real. Abraço.

    ResponderExcluir
  22. eu ainda tenho meu jardim cheinho de frutas. e uma paisagem onde meus olhos alcançam o verde. querendo...
    beijinhos e sim! saudades.

    ResponderExcluir
  23. Bom, antes era água no poço, hoje é encanada. Antes eram doenças várias, hoje é vacina. Antes notícias perdidas, hoje internet. Antes quilômetros a pé e mortes no caminho, hoje carros e ambulâncias...Também há poesia no concreto da vida, acho eu (embora seja de coração sertanejo, como você sabe)

    ResponderExcluir
  24. Hola Fred, prazer, sou Aleksander, estou lendo o teu blog pela primeira vez e conhecendo e gostando da peculiar honestidade da tua poesia. Vi o link do teu blog no da minha amiga Fernanda Caetano, quem eu conheci durante um master em Barcelona. Nasci no RS, estive alguns anos fora do pais, e acabo de voltar ao Brasil optando, por coincidencia e por estrategia (sic), por passar um tempo aqui em Recife. Eu tambem escrevo, alias, acredito que verdadeiramente só sei escrever, e fiquei interessado em trocar umas ideias, cachaças e conversas. Se puderes, da um toque pra tentarmos combinar. antular@hotmail.com
    saludos

    ResponderExcluir
  25. Adoro suas visitas no meu blog. tbm adorei seu poema. Realmente os tempos mudam, ou será que mudamos??!bjoo

    ResponderExcluir
  26. É, em breve vamos tomar sopa de pedra.


    Beijos

    ResponderExcluir
  27. Tempos modernos?
    Sinal dos tempos?
    Perguntas que você responde com poesia.
    Excelente.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  28. Nostálgico convite. Poemas e seus poetas maravilhosos.

    ResponderExcluir
  29. Hoje o povo ler e assiste BBB... Espero que futuramente eles possam penetrar num espaço como esse! E ainda mais: Fazer resignações ao que fizeram no passado: Ler BBB...Votar BBB... Ver BBB...

    bjs

    ResponderExcluir
  30. Muito bom o espaço, super criativo. Bem gostoso de passear por horas em todos os poemas!

    ResponderExcluir
  31. E dizem que estamos na era da modernidade...se ser moderno é cimentar vidas...o que seremos de nós, em breve....

    ResponderExcluir
  32. A propósito...adorei o nome do blog...saudades da minha infância...

    ResponderExcluir
  33. E o pior chegará, mas não quero que meus filhos tomem banho de areia.

    Abraços

    ResponderExcluir

Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
escuta o que pensa cada,
podem contar quaisquer fatos;
se a prosa for prolongada:
tem a sessão de Contatos!