sábado, 30 de outubro de 2010

MARINHO / CELESTE

                                              “Vertiginosamente azul. Azul”
                                                           (Carlos Pena Filho)

No mar bravio,
nenhum navio:
a solidão.

                                              No céu anil,
                                              o voo sutil:
                                              um gavião.

Ondas quebradas,
peixes sem nada:
resignação.

                                              Nuvens paradas,
                                              aves aladas:
                                              nenhum trovão.

O mar balança,
vem a bonança:
a recessão.

                                              Sem esperança,
                                              o ar não dança:
                                              estagnação.
    

27 comentários:

  1. Originalmente publicado na forma de vídeo-canção em: Poetas de Marte (07/10/2010).

    Marinho / Celeste encontra-se no e-book 15 em 5, disponível para download no blog.

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  2. maravilha, Fred, maravilha, muito belo plasticamente e sonoro,


    abraço

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  3. Show, meu querido Fred!
    Fico encantada com a maneira como os seus versos fluem: parece que sempre existiram, que sempre estiveram escritos aqui.
    Demais!
    Forte abraço!!!

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  4. e nesses versos simples é que me perco...
    Beijos

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  5. quando não dança - se coloca uma música e então...beijos

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  6. Consegui viajar nestes versos,me vi a deriva,estarrecida com a beleza e magia do teu espaço fiquei!
    Muito obrigada pelo comentário carinhoso e pela visita,continuarei olhando teu céu!

    beijo enorme

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  7. Na fronteira entre céu e mar, em algum ponto onde eles talvez não se diferenciem. É quase uma sucessão de haicais. Muito bom!

    Grande abraço!

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  8. Oi querido, vim agradecer sua visita e conhecer seu cantinho.......que lindo seu blog, parabéns viu? adorei e estou te seguindo pra voltar sempre. Beijos e bom domingão.

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  9. Fred, querido... é muito bom receber sua visita, viu? Obrigada por suas palavras gentis sobre os meus escritos. :)


    E vir aqui e ler vc é tudo de bom!
    Adoro o seu jeito de poetar!

    Beijos, moço Poeta.

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  10. gostei muito do poema e da forma que foi estruturado.

    Beijos Sinceros!

    :)

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  11. esse poemas - nem é preciso dizer que é muito belo - no mais fiquei sabendo que aquele saral ainda vai rolar, santa chuva que atrasou a parada para Daniel pode participar

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  12. Delícias em vários tons e diferentes pedaços de azul.
    Adoro azul!

    Beijo doce, querido!

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  13. Querido, muito interessante seu blog, adoreii!
    Obrigada pela sua visitinha no meu cantinho de de sossego e desassossego... Será sempre bem-vindo!
    Serei sua seguidora, pois gostei de tudo por aqui... Bjos :)

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  14. Por isso que quero ser a castanha desse caju.

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  15. Visual, maravilhosamente visual!

    Palmas para você Caju!

    Bjs

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  16. Cajú, meu poeta musical,

    Cantei seus versos, não poderia deixar de fazê-lo.
    É coisa de cajueiro, de menino repentista.

    Bjs de domingo, pois não deu pra vir no sábado!

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  17. Um poeta !!
    Parabéns pelas poesias.
    Obrigada pela sua visita.
    Beijão !

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  18. Oi :)
    Que lindo por aqui. Gostei da forma que vc escreve. É bem assim mesmo:
    'Sem esperança,
    o ar não dança:
    estagnação.'
    Por isso que estou tentando achar a minha. E vou achar!
    Apareça mais vezes por lá ^^
    Bj =*

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  19. Obrigada pela visita Fred! Gostei muito desse seu espaço de caju...Abraço

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  20. Bonito Fred, como tudo que li por aqui. Que bom que gostou do Molhe-se, sempre bem vindo lá, beeejo, beeejo, bom feriado! :)

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  21. Bonito o poema, gostei dessa forma "quebrada" dele...
    Abraço

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  22. Lendo esse poema, o ar dançou pra mim, Cajú.

    Beijo!

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  23. Um abraço anil e muito grato pela viagem a cores.

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