sábado, 2 de outubro de 2010

FAST, FOOD!

Por favor, seu moço,
preciso comer,
me compre um almoço,
se não, vou morrer.

Minha fome não tem pressa,
lentamente me tortura
e nunca, jamais se espessa,

apenas cresce e perdura;
nem tento fazer promessa:
só a comida traz a cura.

Rápido, ajude
(sei que você pode),
me pague um fast-food,
que a fome me fode.
   

26 comentários:

  1. Originalmente publicado em: Cronisias (08/03/2010).

    Fast, food! encontra-se no e-book Lâmina de 3 Gumes, nem tão em breve disponível para download no blog.

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  2. essa é a realidade de uma grande parcela da nossa sociedade... trágico.
    pena que o atual governo não criou a bolsa mc donalds


    --
    sobre seu blog, adorei mesmo!
    te seguindo já

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  3. Porra! Parece estranho chamar de sensacional um poema que fala sobre a fome. Mas o que eu posso fazer? Fome lenta, comida rápida. E eu não lembrei do Chicó?! Contundente.

    Grande abraço!

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  4. Minha fome não tem pressa, ela aprendeu a esperar os sábados...

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  5. Caju,

    Vc é foda... o lado bom.
    A fome é foda... o lado mau
    Sua poesia é foda... o lado bem.
    Destino miserável é foda... o lado mal.

    As metades, num poema só: beleza e dor.

    Bjs poeta

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  6. vejamos se aprendi direitinho: as quadras estão em redondilha menor, enquanto os tercetos estão na redondilha maior. As quadras funcionam independente e os tercetos, não. A sua 'comida-rápida' na verdade é, literalmente, 'rápido, comida!', por isso o uso da vírgula, não do hífen.

    falei besteira? pq se falei... aprendi c/ vc!

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  7. Poema perfeito, Fred!
    Tema atual, oportuno, desnvolvido de forma magnifica!
    Gostei demais, amigo!
    Abraço apertado!

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  8. A fome rói a alma.

    Forte abraço,
    meu irmão.

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  9. Uau!!! De saciar nossa fome poética!
    Realidade crua de cada dia.

    Beijos...

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  10. adorei os versos a rima é perfeita...
    bjoosss

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  11. Fred Caju, mais independente do que nunca... (esse blog tem fermento). Cara eu quero dizer o que eu sempre digo: publica logo um livro por que a voz do povo é a voz de Deus hehehe

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  12. Perfeito! Mas eu tava esperando que ele pedisse um cajú! hehe

    Bj.

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  13. Eis na ótica do poeta o sentido real para fast-food: a fome não fode de fato quem precisa comer rápido, fode aquele a quem ela mata sem pressa; todo dia um tanto.

    Fred, sempre à porta, indicando que o mundo é de outras estradas.

    Abç.
    Ricardo

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  14. Muito bom! Suas rimas são ótimas, juntamente com todo o sentido que o poema quer passar. :)

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  15. Concordo plenamente! Hospitais só servem pra isso mesmo. Tenho um pavor particular sabe?
    ADOREI a rima do fast. Ótimo. Você é muito bom.

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  16. haha, muito bom, adorei o final!
    Abraço

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  17. Muuuito obrigada por mais um comentário no Blog!
    Adorei o comentário, seu texto e sua visita!
    Vou ver suas outras estações! ;D

    Sobre o Blog, fiz outro, com outro nome, e os mesmos textos... te seguirei com esse novo agora ok?!

    Beijos e obrigada mais uma vez!


    P.S: sobre seu blog, mais do que criativo!!! ;D

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  18. sempre bom vir aqui também. pra quem escreve, as rimas são os traços firmes que delineiam o desenho da obra de arte. É a pintura de um quadro sem cor, é a cor de quem lê resignificada na cor de quem faz.
    Um forte abraço e fiz outro blog, com outro direcionamento, quando der, dá uma passadinha por lá: http://nascoisaseuvejo.blogspot.com/

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  19. Aceito qualquer coisa! Dinheiro; vale; comida, comida; qualquer coisa!

    Dura realidade!
    Capte o capital capaz de capacitar o homem a excluir do seu meio o Capitalismo! Fome de dinheiro gera fome de comida!

    Parabéns doutor Caju!

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  20. Fred

    Tuas palavras matam a minha fome. Devorei todas.

    Bjs

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  21. Tem um selinho para você no meu blog! :)

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  22. tantos de nós fodidos também, hã?
    belo blog, obrigada pela visita (;

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  23. 1 Big Bob´s
    2 Mc´Chicken
    3 Super Woofer Plus
    4 Splash Burguer Macro Shake Ovomaltine

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  24. Mais um verso, meu ar se vai.
    Ufa!
    Passou...quase também fui
    Foi um blog ou um satori?

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  25. Limerique

    No mundo todo, seja onde for
    Não se usa Sazon, comida com amor
    É hambúrguer de minhoca
    Um alimento de boboca
    Batata frita com gosto de Isopor.

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Salve, salve, camarada!
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