sábado, 25 de setembro de 2010

A DESENFREADA HEMORRAGIA DA EXISTÊNCIA

Sangra, querida Sandra,
e provas que tens vida;
mancha-me de vermelho.
Sandra, sangra querida,
lava teu sofrimento
pelo útero também,
querida Sandra, sangra
ao filho que não vem.
   

35 comentários:

  1. Originalmente publicado em: Cenário Invisível (01/08/2010). Também disponível em: Lacunas do Tempo (02/08/2010).

    A desenfreada hemorragia da existência encontra-se na sessão INDESCULPAVELMENTE SUJO do e-book Os Teimosos e a Poesia do Contra, em breve disponível para download aqui mesmo no blog.

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  2. Caju,

    Super bem construído e um jogo de palavras que me prende.
    O sangue do filho que não vem, alívio ou dor?

    Um grande beijo e bom sabado

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  3. Mas que sintonia fascinante...dança entre teus versos!

    Lindo mesmo!
    Bjos no coração!

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  4. é... preciso sangrar então, pra ver se a alma alivia.

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  5. Poema lancetado, deixando escorrer as cruentas contradições da vida. Forte e marcante.

    Grande abraço, Fred.

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  6. Olha só falta esse danado desse ISBN sair hehehehe

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  7. esse eu tive que chamar painho pra vê. 'pai, vem ver como meu amigo fred se garante' ;)) beijos

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  8. todo mês sangra-se um filho que não vem

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  9. Tão lindos que são seus poemas, mesmo quando falam de dor!
    Obrigada por sempre ler minhas cartas.
    ;D

    Abraço! Boa semana pra você!

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  10. Bonito, intenso e muito bem escrito, como sempre.

    Beijo,
    Ane

    P.S.: Engraçado... Acho que te confundiam com ele por causa do cabelo e da barba, né? =)

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  11. Lindo demais, Fred!
    Poema intenso e ao mesmo tempo, suave...
    Parabéns, meu amigo!
    Abraço

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  12. Visceral, Caju!

    E neste derradeiro encontro Sandra sangra e a vida não contém-se em esvair. A lua brilhava como nunca e o vermelho era a cor que manchava a despedida... e os lençois.

    Lembrei da música Lua Vermelha de Arnaldo Antunes.


    Beijinhos...

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  13. Percebe-se pela voz do poema
    um lamento, um cântico
    etéreo e denso.

    Forte abraço,
    camarada.

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  14. Já tive meus dias de Sandra, sangrei em mãos amorosas. Suas palavras, econômicas e densas, lembraram-me a hemorragia que é viver. Um beijo agradecido.

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  15. Fred,
    Todas as mulheres já foram um pouco da sua Sandra, mas confesso que o vermelho, ao contrário do que alude sua poesia, traduz o que desejo da vida, a liberdade que a menstruação me traz... Tenho um conto que reflete bem esse sentimento.
    Como sempre, lindo e embalado pelo ritmo de sua alma.
    Cheiro!

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  16. Não sei se ela perdeu a virgindade ou se esta dando a luz. Prefiro pensar que seu poema tira a virgindade dela e a dá um filho.

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  17. quero fazer a capa do seu proximo livro

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  18. Fred, é um prazer! Sandra é o nome de minha mãe, só consigo achar bonito onde quer que esteja!
    Então, acho que combinaremos o trajeto: também terei de, sempre, vir.
    Um abraço!
    Carolina.

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  19. Também gostei muito do seu blog, já estou seguindo!!
    =)

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  20. Adorei o que escreve...
    Tem muita vida em seus versos.
    Pulsam...
    Obrigada pela visita.
    Beijos

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  21. Yo también me llamo Sandra.

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  22. Oi , Fred !
    Feliz com sua presença e comentário...


    Também adorei seu blog , seus escritos ,
    me senti bem.
    Te Sigo de perto ... :)

    Bjo e meu super obrigada !!!

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  23. Que as sandras sangrem tendo mãos para segurar.

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  24. Agradeço sua visita.

    Também gostei bastante do seu jogo de palavras.

    Que sangre...

    sangra amor...sangra dor...

    Tb te sigo!

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  25. Fred

    Fiquei aqui construindo interpretações para teu poema. As palavras derretem na boca...e transbordam vida! Lindo mesmo.

    Beijos (a)caju(izados)

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  26. Olá! Estou seguindo você também!

    Adorei o que escreveste... Boas rimas! :)

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  27. Que texto mais lindo!!! Fred, vc tem talento para a poesia!!! =)

    Adorei o comentário no meu blog!!!

    bom saber que temos a mesma formação! =)

    bjs querido, ja estou seguindo o teu blog tb! =)

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  28. Pode aparecer quando quiser no meu horário irregular!
    seus poemas são lindos.
    bjos.

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  29. Olá Fred!
    O corpo feminino quer, sobretudo, ser fecundado. Senti neste poema que Sandra teve frustrado o seu desejo biológico de ser mãe. Uma hora vem! Se ela está manchando você de vermelho, você pode ajudar! Acho inclusive que o filho concebido é prova de vida mais sublime!
    Adorei sua visita! Volte sempre mais!
    Abraço! And let's trust life!

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  30. Cabral? ... Caramba... eu? ... puxa...

    (Também admiro muito o que leio dele, também quero a secura da garganta empalada de palavras duras, mas férteis.)

    Que coisa legal nossa troca.
    Abraço!

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  31. O que dizer? Parece dorido, sofrido, verdadeiro!

    Parabéns doutor Caju!

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Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
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