sábado, 18 de setembro de 2010

ANDAR EM PONTES

O constante olhar pra baixo,
o inevitável medo da queda.
Um único rumo no caminho,
caminho de apenas uma meta.

Caminho, aparentemente, reto,
podendo mudar-se com um pulo:
uma evasão da ponte, da vida,
uma saída, uma fuga pra tudo.

A indispensável contemplação
da paisagem vista pela ponte,
que não tem explicação sólida:
sem ter porque, nem por onde.

O andar em pontes é especial
quando na cidade do Recife,
aqui não se anda pelas pontes,
aqui se anda pelo Capibaribe.
   

22 comentários:

  1. Originalmente publicado em: Cronisias (19/05/2010).

    Andar em pontes encontra-se no e-book Pentágono, disponível para download aqui mesmo no blog.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Lindo, Lindo, Caju


    Sou carioca e sinto esse seu sentimento mt nordestino. Gosto dessa paisagem e dessa gente briosa e forte.

    Li com o temor das alturas, do pulo. tenho fobia de altura, onde com um pulo, tudo muda msm.

    Bjocas e até o próximo sábado.

    ps. removi o comentário acima, pq meu teclado ta trocando as letras e vc não entenderia a mensagem. ficou um código quase da Vinci rsrs

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  4. Há quatro anos atrás estive no Recife. Não podia olhar o rio sem pensar no J. C. de Melo Neto:já havia antes a percepção de um mito.
    A cidade está dentro do homem. E as pontes são estranhos meios de transporte.

    Abração!

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  5. Ah queria tanto conhecer Recife depois de ler essa poesia! QUem sabe um dia...beijos!

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  6. Na porta de casa... O rio chega trazendo metais pesados, mais pesados que o peso das pontes...

    beijosssss

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  7. "O constante olhar pra baixo,
    o inevitável medo da queda."

    Muitas interpretações possíveis neste trecho. Tocou-me!

    Beijos acaju(i)zados!

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  8. Manuel Bandeira adorava cantar esse Recife de rios e pontes, e tu foste beber na fonte


    abraço

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  9. Nunca fui culpada de algo tão lindo. Foi escrito em 2006, foi? conta como?
    Lindo de marré descer...
    beijinhos queridos.

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  10. Esse não me lembro de ler, mas posso dizer que mais que uma ode ao recife esse poema de Fred Caju é uma Ode a João Cabral.

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  11. Belíssimo, amigo Fred!
    Essa intimidade que você tem com o lugar me encanta! Consegue passá-la de forma magnífica para o poema!
    Adorei!
    Abraço todo entremeado de gratidão pela visita que me fez...

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  12. Olá, moço!!!
    Aportando pelas bandas de cá e já me sentindo em casa.
    Amo a linda "cidade da lama e do caos". A poesia, a música, os cheiros e os gostos... Se eu não morasse nesta Ilha aqui, com certeza moraria numa das Ilhas daí... E feliz poderia atravessar todas as pontes enquanto o Capibaribe abre os braços pra mim...

    Beijos

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  13. Belo poema, camarada, bem escrito mesmo.
    Abraço

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  14. Meu irmão, tua poética mente
    é capaz de todas as odisseias
    sobretudo levitar. É o que fazes:
    levitas deixando pegadas
    sobre e além das pontes
    e das águas.

    Forte abraço.

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Como gosto destes poetas recifenses e do bailado cultural que realizam nas ruas de sua cidade.
    Fred, João Cabral, Mané, Nassau, homens que
    deixam aos olhos o rio, a pedra, a sede, o sol; construtores de pontes que nos levam ao mais distante de nós. Eu tento pôr o pé nisso.

    Um grande abraço deste do lado de cá.
    Ricardo

    (ando sem tempo, com mais mestrado que vida)

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  17. Me manda esta foto, vc sobre a ponte a observar a lua...

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  18. Bom é saber que tem e-books. O caminho fica mais fácil.

    Que não seja queda.

    Beijo pra você.

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  19. Linda homenagem, Caju! O que seria do nosso querido Recife sem o Capibaribe e suas pontes?

    =*

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  20. Lindo!!!

    Confesso que fiquei instigada...com um gostinho no canto da boca de um Recife que não conheço e dessa
    simples amabilidade que me apresenta.

    Um beijo

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  21. Oi Sr. Caju vim visitar-poetizar



    Seja sempre
    Bem vindo!

    acadanovodia

    ;*

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Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
escuta o que pensa cada,
podem contar quaisquer fatos;
se a prosa for prolongada:
tem a sessão de Contatos!