sábado, 10 de julho de 2010

FLORES POSTIÇAS

Das postiças, a eternidade:
sem olor, com cor desbotada
sendo comida pelo tempo;
fica solitária e empoeirada
fingindo ser flor de verdade
quando passeada pelo vento.
   

11 comentários:

  1. Originalmente publicado em: Poetas de Marte (26/01/2010).

    Flores postiças encontra-se no e-book Pentágono, disponível para download aqui mesmo no blog.

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  2. Rapaz, que belo poema! Irretocável. Parabéns!

    Um abraço.

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  3. As flores de plástico não morrem.
    Deve ser chato,ser eterno ou quase eterno (uma flor de "Prasco" com diria vovó Zefinha

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  4. Tenho uma flor dessas, ela enfeita meu cabelos e deles tira o cheiro...

    beijos Fred

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  5. Caro Fred, vim conhecer teu recanto e a tua horta de versos, deixo um soneto que Vinícius de Moraes dedicou ao fruto que te dá sobrenome, abraço.


    Soneto ao caju

    Amo na vida as coisas que têm sumo
    E oferecem matéria onde pegar
    Amo a noite, amo a música, amo o mar
    Amo a mulher, amo o álcool e amo o fumo.

    Por isso amo o caju, em que resumo
    Esse materialismo elementar
    Fruto de cica, fruto de manchar
    Sempre mordaz, constantemente a prumo.

    Amo vê-lo agarrado ao cajueiro
    À beira-mar, a copular com o galho
    A castanha brutal como que tesa:

    O único fruto – não fruta – brasileiro
    Que possui consistência de caralho
    E carrega um culhão na natureza.

    Hollywood, 28.09.1947

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  6. Lindíssimo!

    Embora roubada da natureza, a flor postiça também tem sua beleza.

    Beijo,
    Ane

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  7. tu sabe que eu nao tenho mt disciplina pra escrever...entao eu so cuspo as palavras quando nao tem mais jeito delas morarem em mim...hahahahhaha ;)

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  8. ser passeada pelo vento
    me trouxe outro florescer.

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  9. que bonito, gostei daqui e vou voltar
    beijo

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