sábado, 26 de junho de 2010

PÁSSAROS

                           A Daniel Everson
  
As minhas gaivotas voam presas
no papel, no verso, no método.
Já o teu arsenal de pássaros,
liricamente,
                           é livre no céu
para cantar.
Avante, que escrever é guerra,
cavaleiro vertiginoso!
Faz do teu pássaro, avião.
      

12 comentários:

  1. Originalmente publicado em: Cronisias (09/02/2010); também disponível em: Poetas de Marte (10/02/2010).

    Pássaros encontra-se no e-book Contradições Coerentes, em breve disponível para download aqui mesmo no blog.

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  2. E antes que eu me esqueça, o poema é uma resposta ao seguinte poema:

    À MODA CAJU

    Poesia ligeira salta fagueira a lápis e hidrocor...
    Enche a folha de gaivotas num ÃO cheio de TIOS.
    E a deusa, musa ou estátua de sal solta um grito
    Mantra e tal, decassílabo bossal.
    E o poeta cajuinado sorri:
    Não tenho nada haver com isso (ponto final).



    (D. Everson)

    Extraído de: Poetas de Marte (05/01/2010).

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  3. Que lindo isso: "...Escrever é guerra..." A se pensar. Bom, dia 08 faremos uma tregua pelas bandas da Paraíba com visitas ilustres na minha casa. Luciana do Borboleta nos olhos vem para cá (acho que vc devia mesmo ler o blog dela, sabe?). Então que tal comemorarmos todos nós? Vc tá tão pertinho... Aproveitamos e consolidamos nossa relação. rsrsrsr. Me libera teu msn qq dia, ok?
    Beijinhos sonolentos

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  4. É violenta a escrita...pra você, guerra; pra mim, suicídio. Que será pra S?
    Ah, eu - se fosse você - ia. Eu, sendo eu, vou.

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  5. Vim dar um retorno: Usei, o poema foi super bem recebido muito... mesmo
    os meus alunos gostaram.. é bom os jovens terem contatos com poemas, sentem falta dessa sensibilidade sabe... Foi muito aproveitado!
    Obrigada, contribuiu com o crescimento intelectual de vários jovens!

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  6. Ainda que belicoso, lirismo (queira ou não). O problema é que na escrita, todos os pássaros acabam se tornando amestrados. Mas tem sempre um no meio do bando tentando recordar o que é ser pássaro.

    Abraço.

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  7. Tá famosão!
    Até Raulzito apareceu aqui sábado passado.
    =P
    Te amo.

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  8. Nenhuma palavra escrita é totalmente pássaro, quando muito solta, do céu, é no máximo pipa...
    não poderá jamais alcançar as alturas às quais se dispõe. Haverá sempre uma mão a lhe impor o chão.
    Ainda assim, ela pode nos conduzir para lá do longe.

    A primeira batalha de quem escreve é travada em algum ponto entre a mente e a mão. Há, de fato, uma guerra.

    Caju, poeta, guerreiro...

    Abraço.
    Ricardo

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  9. Obrigada pela visita, Fred.
    Fico feliz ao ver que estou sendo visitada por bons poetas, camará.

    Retornarei aqui também.
    abraços e bons vôos.

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  10. Por meio de palavras presas no papel, a poesia nos faz voar livres no céu.

    Poemas muy belos, queridos poetas! :)

    Beijinhos,
    Ane

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  11. E eu o que vou dizer:
    Caju é igual a fruto do pé de poesia pernambucana pós-moderna brasileira.

    OBS: Para não ofender o presente que foi tão gentil resolvi por fruto, fruta pegaria mal.

    No mais espero rolar logo uma parceria literária entre mim e essa figura ilustre, já demos um grande passo com o POETAS DE MARTE.

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  12. Muito lindo, Fred. Obrigada por ter me mostrado este poema nos meus comentários.

    Beijo.

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Salve, salve, camarada!
O Sábados de Caju
escuta o que pensa cada,
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se a prosa for prolongada:
tem a sessão de Contatos!